A poesia utiliza, por vezes, formas matemáticas.
É o caso da poesia visual, onde as palavras ganham sentido pela sua disposição, a maior parte das vezes geométrica.
O poema transforma-se então num “objecto visual” que, mais que ser lido, tem de ser visto.
Por exemplo, no poema “Rio: o ir” de Arnaldo Antunes, as letras acabam por representar formas geométricas (o “o”, um círculo, e o conjunto de “i”s, um octógono).
Este outro poema de Augusto de Campos, intitulado “SOS” apresenta também mais um recurso às formas matemáticas para a transmissão da ideia do poema.
Dentro de um grande círculo negro, as palavras tomam uma disposição em espiral.
Assim, à medida que o leitor vai lendo sente “o fechar-se sobre si mesmo” que o autor quer fazer transparecer. A sensação de solidão é muito mais forte e vai crescendo, culminando num “SOS” desesperado, um pedido de ajuda no meio do silêncio, quase do nada, sugeridos pelo grande fundo negro.
Este é um caso em que o sentido do poema é dramatizado pelo recurso à Matemática, neste caso concreto, a espiral.
Em “Teorema”, de Franklin Capistrano, não são as formas que estão propriamente em jogo.
Neste poema, são aproveitados símbolos matemáticos, bem como a famosa equação de Einstein sobre a energia: E=Mc2. Uma das interpretações possíveis deste poema toma as palavras entre parênteses por uma substituição dos verdadeiros factores da equação.
Assim, “Teo” significa Deus, pois é o radical que encontramos em palavras como “Teologia”, vindo do grego “Teos” que significa exactamente o mesmo. “Zen”, segundo o Dicionário é uma “forma de budismo (…) no qual a meditação toma um lugar de relevo e é suscitada pelo amor à natureza e à vida, levando ao desenvolvimento da personalidade, mediante o conhecimento próprio”.
Então podemos dizer que, por um lado, Deus é a energia, com todo o significado simbólico que possamos atribuir a esta afirmação. Por outro lado, se podemos saber a energia multiplicando a massa pela velocidade da luz ao quadrado (MC2), podemos então chegar a Deus e conhecer essa “energia” através da meditação, do amor à natureza e à vida, e do auto-conhecimento.
Assim, “Teo” significa Deus, pois é o radical que encontramos em palavras como “Teologia”, vindo do grego “Teos” que significa exactamente o mesmo. “Zen”, segundo o Dicionário é uma “forma de budismo (…) no qual a meditação toma um lugar de relevo e é suscitada pelo amor à natureza e à vida, levando ao desenvolvimento da personalidade, mediante o conhecimento próprio”.
Então podemos dizer que, por um lado, Deus é a energia, com todo o significado simbólico que possamos atribuir a esta afirmação. Por outro lado, se podemos saber a energia multiplicando a massa pela velocidade da luz ao quadrado (MC2), podemos então chegar a Deus e conhecer essa “energia” através da meditação, do amor à natureza e à vida, e do auto-conhecimento.
Por fim, a palavra “Zenite”, que designa o ponto mais alto ou o auge de algo, refere-se ao resultado desta “equação”, a finalidade de todos os “cálculos” atingir um ponto mais alto do conhecimento ou da existência espiritual.
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