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quinta-feira, 11 de março de 2010

Tycho Brahe

Brahe
Brahe, Tycho (1546-1601)

Durante os 55 anos de sua vida, Tycho Brahe viveu como astrônomo revolucionário e matemático, mas numa existência repassada de romance, aventura, astrologia, alquimia, fanfarronadas e charlatanice. Ainda assim, sua contribuição para o progresso da Ciência, em seu tempo, iria influenciar os trabalhos mercantes de Galileu e Kepler. 

Tão acuradas foram suas observações astronômicas que, ainda hoje, com todos os modernos recursos ópticos e computadores, os astrônomos consultam suas Tábuas Rudolfinas para saber qual teria sido a posição de Marte em determinada época. Foi Brahe, também, o primeiro astrônomo a levar em conta a refração atmosférica na determinação das posições dos astros, numa época em que não se dispunha sequer do telescópio.

Primogênito numa prole de dez irmãos, Brahe não poderia divisar largos horizontes na obscura província dinamarquesa de Schonen (Scania), onde nasceu. O pai, um advogado que exercia o cargo de governador de um departamento, desfrutava de posição mais honorífica que rendosa. Mesmo os recursos do tio abastado e sem filhos, que assumiu sua tutela, só prometiam a Tycho a esterilidade de uma carreira sem emoções: o tio insistia para que ele se dedicasse ao estudo das leis.

Durante seus estudos de astronomia nas Universidades aconteceu um fato curioso: Em uma discussão encarniçada com Brahe sobre um problema matemático um outro estudante fê-lo perder o nariz num duelo a espada. A partir de então,  Brahe foi obrigado a usar maquiagem para dissimular, em virtude de uma prótese metálica.

Além de ser astrônomo Brahe estudou alquimia e astrologia. Ele construiu um observatório astronômico em uma ilha nas proximidades de Copenhagen com o apoio do rei da Dinamarca. Brahe registrou cuidadosamente mais de vinte anos de observações astronômicas precisas.

Após seu trabalho de observação, tornou-se matemático do Império em Praga. Kepler era seu assistente. Brahe acreditava que suas informações comprovariam sua crença de que a Terra era o centro do universo. Mais tarde, Kepler utilizou as informações para deduzir suas leis planetárias e provar que o Sol era o centro do universo.



Referência:


Site: Guia para a história do cálculo (complemento dos texto da 10ª edição do livro de Cálculo do Thomas)
Site: Wikipédia

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