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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mary Fairfax Somerville

Mary Fairfax Somerville (1780-1872)
Mary Fairfax

Mary Fairfax  nasceu na Escócia e era filha de um vice-almirante da marinha. Aprendeu a ler com a mãe, mas até aos dez anos não teve qualquer outra instrução. O pai resolveu enviá-la para um colégio feminino, o Miss Primrose. Mary, habituada a viver ao ar livre, detestou estar fechada na escola e pouco aprendeu enquanto lá esteve. Alguns anos mais tarde teve uma introdução à Aritmética, mas a família opôs-se a que continuasse a estudar.

Tomou conhecimento, por acaso, que os Elementos de Euclides era um livro importante para a astronomia e a mecânica, mas deparou-se-lhe a dificuldade de encontrar uma cópia, assim ela solicitou que o seu irmão comprarsse estes livros. Mary lia à noite quando todos estavam na cama. Mary era muito bonita e era conhecida por a rosa de Jedburg. Gostava de dançar, praticava piano 4 horas por dia, pintava.

Aos 24 anos, Mary casou com um  primo afastado, Sam Greig passados três anos morreu subitamente deixando-a com dois filhos e dinheiro. Voltou para casa dos pais, e estudava de manhã cedo e à noite. Ela começou a resolver os problemas de Matemática do jornal The Ladies 'Diary mandando as suas soluções. Umas vezes estavam certos, outras não. Até que ganhou um prêmio com um problema de álgebra e recebeu uma medalha com seu nome.

Com 32 anos casou com outro primo, Dr. William Somerville, que a encorajou e apoiou os seus estudos. O casal viveu em Londres, Paris e Itália, encontrando-se com muitos cientistas. Foram casados durante sessenta anos e foram muito felizes. Por volta dos 33 anos conseguiu uma lista de livros essenciais em matemática e em astronomia que adquiriu.

O livro, Mecanismo dos Céus, tornou-se muito popular, foi reeditado várias vezes e usado como manual de Astronomia matemática durante quase um século. Ela clarificou e explicou notavelmente o texto obscuro  de Laplace e revelou ser uma das mais completas expositoras científicas. O seu prefácio matemático à tradução foi reeditado separadamente como dissertação preliminar sobre o mecanismo dos céus que de igual modo se manteve popular durante quase um século.

Ela publicou outros livros que eram usados por matemáticos, cientistas e estudantes. Vendiam bem e foram importantes na popularização da ciência. Recebeu muitos louvores, nomeações e medalhas. Muitas sociedades cientificas elegeram-na  como membro e a Royal Society encomendou o retrato do seu busto que foi descerrado na entrada. No entanto, Mary nunca o pode ver, pois não era permitido às mulheres entrar na Royal Society!

Nos seus últimos anos escreveu as suas fascinantes memórias, publicadas por uma das filhas, depois da sua morte, reviu o manuscrito do seu tratado sobre "Diferenças Finitas" e estava a estudar uma relação sobre quaterniões no dia em que morreu em 1872. Salientando que ela ajudou a causa de outras mulheres interessadas na matemática e na ciência.

Referências:

EVES, Howard. Introdução à História da Matemática. Tradução de Higino H. Domingues; Campinas: Editora Unicamp, 2004. 
http://matedanse.no.sapo.pt/pagina10.htm

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