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sábado, 1 de outubro de 2011

“Matemática da Vida”

Aprendi que a “Matemática da Vida” se difere e muito da que se aprende nas escolas. 

Pense comigo:

Quando se divide um sorriso, na verdade se multiplica a coragem no outro e pelo outro.

Quando se subtrai uma perda, adiciona-se uma vitória logo após.

Que nem sempre toda soma leva a um total satisfatório.

Que ao multiplicar muito corre o risco de não poder usufruir dos frutos.

Que a fração do tempo não se compara à eternidade que se é esperada.

Que os intervalos que damos a nós mesmos nos levam a um crescimento pessoal.

Que não existe somente a regra de três, mais a de uma multidão.

Que somos matrizes únicas no universo gigantesco.

Que grandezas proporcionais devem sempre ser diretas e nunca inversas.

Que áreas são espaços limitados para cercar os homens.

Que escala é a razão de se estar indo rumo a um porto seguro.

Que o elemento neutro não reage pelas injustiças que ele mesmo comete em sua vida.

Que tangente é a saída mais fácil e simplória da omissão.

Que sete é o número da perfeição e não a conta do mentiroso.

Que não há problema sem solução.

Que nem sempre a medida é igual para todos.

Que porcentagem é a estatística para deixar o povo sem metas.

Que juros se espalham como vírus trazendo miséria e enriquecendo a um tanto considerável.

Que a união é ainda pouca para se formar um grande conjunto.

Que mesmo um zero à esquerda sem vírgula tem um grande valor significativo quando se olha o todo.

Que interseção é orar com ação.

Que ponto é onde se quer chegar, que reta é de onde se partiu e que plano é o recurso usado se algo não der certo.

Que derivadas são suposições e incertezas.

Que chaves abrem portas, portões e cadeados; que colchetes são apenas fugas isoladas da realidade.

Que há ainda uma certa quantidade de números pares fazendo a diferença ímpar.

Que determinantes são resultados de conquistas realizadas.

Que negativo não é oposto ao positivo, mas oposto a si mesmo.

Que um mais um, não é dois, é um com todos e para todos.

Que mesmo o volume também é vazio e causa solidão.

Que capacidade é um reservatório para despejar ideais dos quais todos poderão ter acesso.

Que coordenada é o passo que se dá no momento decisivo.

Que algarismos mostram quantidades de seres de todas as espécies na Terra, porém não mostram corações dispostos a mudar o rumo da história através do amor.

Que sinais e regras às vezes, são ignorados pelos mais fortes que aniquilam os mais fracos.

Que não há limites quando o objetivo é alcançar o infinito.

Que paralelas podem muitas vezes se cruzar, basta olhar o vizinho que mora na rua acima da sua.

Que parábolas salvam vidas como as de Jesus.

Que vértice é para onde tudo se converge.

Que horas, às vezes nos fazem escravos do tempo.

Que Alfa e Ômega não são simplesmente letras de um alfabeto grego, mas é Deus em seu poder supremo.

Que x e y não são termos desconhecidos, mas sim a gênesis da vida – os cromossomos.

Que ao se inverter um sinal talvez amanhã não haja mais história.

Que  são todos iguais.

Na Matemática da Vida é reprovado somente quem quiser, o problema é que muitos estão querendo, e com isso a igualdade tão sonhada fica à deriva.

Mas sempre haverá um barco no fim para resgatar àqueles que queiram recomeçar.

Não fique de fora da grande Arquitetura de Deus. 




Autora: Vania Maria de Melo Morais
Autores das imagens: Desconhecidos
Montagem: Matheusmáthica
Referência:

Site: Bilíbio

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